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SURGIMENTO DE ETIP APÓS O USO DE ÁCIDO HIALURÔNICO
ETIP – Você sabe o que é?!? – Edema tardio intermitente e persistente: reação adversa tardia ao preenchedor de ácido hialurônico.
Preenchimentos dérmicos, como o ácido hialurônico, têm sido injetados com frequência crescente nas últimas três décadas para aumento de tecidos moles por expansão de volume no tratamento do envelhecimento facial.
Embora eficazes, as injeções inadequadas podem levar a consequências devastadoras e irreversíveis. A incidência de pacientes que apresentam complicações após a injeção de preenchimentos dérmicos, tem aumentado constantemente.
O ETIP consiste em situações recidivastes de edema na área em que se foi injetada o ácido hialurônico e que apresentam períodos curtos ou longos de remissão, sem evidência de nódulos palpáveis definidos. Fatores como sinusite, infecção do trato urinário, infecção do trato respiratório, infecção dentária, vacinação, ou trauma local são normalmente observados e podem ter associação com o surgimento deste edema.
As condutas terapêuticas consistem no uso de antibióticos, corticoides e a hialuronidase injetável na região edemaciada.
O ácido hialurônico (AH) é um polímero de glicosaminoglicano que é o principal componente da matriz extracelular, incluindo a matriz do tecido conjuntivo da derme humana. Em humanos, aproximadamente 50% do HA corporal total é encontrado na pele (HILTON et al, 2014). É um material comumente usados como preenchimento dérmico em procedimentos cosméticos, é um polissacarídeo de ocorrência natural e é um dos componentes mais importantes da matriz extracelular das células humanas (DOMINGUEZ et al, 2016).

O processo de envelhecimento da pele acarreta perdas de vascularização, reprodução celular (fibroblastos), fibras colágenas e elásticas e p
rincipalmente AH, o que leva à desidratação e perda de volume. Atualmente, são inúmeros os casos de pacientes em tratamento odontológico com alterações estéticas na região perioral: SNL (também denominado nasogênio), lábios finos, flácidos e hipotônicos, queilite angular e perda de suporte natural do tecido devido ao envelhecimento. (SCARDOVI et al, 2017)
E o preenchimento é considerado seguro com baixa incidência de eventos adversos (ALMEIDA et al, 2017). Galvez et al. (2017) também relata que os preenchimentos dérmicos têm sido cada vez mais usados em procedimentos estéticos faciais minimamente invasivos, porém seu uso generalizado levou a um aumento nos relatos de complicações associadas.
As reações de hipersensibilidade tardia são caracterizadas por um endurecimento, eritema e edema e são mediadas por linfócito T, em vez de anticorpos. Normalmente ocorrem 1 dia após a injeção, mas podem ser observados várias semanas após a injeção e podem persistir por muitos meses (FUNT et al., 2015).

A respeito das intercorrências relacionados ao AH de início tardio, Almeida et al. (2017), propôs o uso da expressão “edema tardio intermitente persistente” (ETIP), definido como um edema ou inchaço que ocorre na localização do agente de preenchimento ou adjacências. 12 Cavallieri et al. (2017) apresentam que o ETIP é manifestação que pode ocorrer após preenchimento facial com AH, sendo caracterizado clinicamente como: edema difuso não depressível localizado ao longo da área de implantação do AH, de início tardio (podendo surgir entre semanas e anos após a aplicação do AH), de duração transitória e intermitente e principalmente, que persiste enquanto houver AH no tecido.
Quando o AH é injetado em um indivíduo predisposto, gatilhos como infecções do trato respiratório, procedimentos dentários, infecções sistêmicas bacterianas ou virais, vacinação e traumas na face podem desencadear um processo inflamatório em correspondência à área injetada, dada a característica imunogênica do preenchedor, bem como sua capacidade de reter água, configurando assim o edema local.
O surgimento do ETIP, após o uso do ácido hialurônico é caracterizado por um edema tardio intermitente e persistente deflagrado por gatilhos específicos, como trauma local, vacinação ou, mais comumente, após algum processo infeccioso local, imunológico ou sistêmico, que persiste enquanto houver a presença do AH no tecido.
A forma mais eficaz de reverter o quadro de ETIP é fazendo o uso de corticoides e injeções de hialuronidase na região onde existe a presença do ácido hialurônico. A hialuronidase é enzima que existe naturalmente na derme e age por despolimerização do AH, reduzindo a viscosidade da substância intercelular.
O profissional necessita ter conhecimento do produto, da técnica de injeção, bem como um conhecimento sólido da anatomia facial e do estado sistêmico do paciente, para se posicionar com a conduta mais adequada frente a estas situações e assim, realizar o procedimento da forma mais eficaz e segura.
Por isso se você está pensando em realizar esse procedimento, agende uma avaliação com a Dra Jéssica Tereza Cordeiro Torres – Especialista em HOF- CROSP 141475 @dra.jessicatorres_